Legacy tiagomadeira.net

Archive for the ‘Diversos’ Category

Adeus e obrigado pelos peixes!

Monday, March 30th, 2009

Este site foi esquecido e está aqui somente porque me dá dinheiro com Adsense. Se você tem interesse em ler o que eu escrevo, conheça o meu novo blog, acompanhe meu tuíter ou entre em contato através de orkut ou facebook.

Conteúdo perdido

Saturday, February 7th, 2009

Hoje é dia 07 de fevereiro de 2009 e acabei de fazer uma burrada no servidor que ocasionou a perda de cerca de centenas de posts e milhares de comentários (de fato para “resolver o problema” usei um backup de maio de 2007). Estou salvando as páginas do cache do Google e ainda hoje republicarei os posts mais importantes. Não acho que valha a pena fazer um script para ler o cache do Google e cadastrar no banco de dados do Wordpress os comentários, então eles serão perdidos.

(In)felizmente o blog não era atualizado desde junho de 2008 e portanto a perda não será tão grande. Desculpem o transtorno.

[update, 07/02/2009 às 23:35] Os 10 posts mais acessados do blog segundo o Google Analytics já estão no ar, portanto o transtorno está minimizado para o maior número de paraquedistas.

[update, 07/02/2009 às 23:55] Acabei de inserir anúncios do Adsense.

Como baixar e assistir filmes completos na internet

Saturday, July 19th, 2008

Todo mundo gosta de assistir filmes, principalmente durante férias ou feriados chuvosos. Há pouco mais de um mês eu descobri que fazer download de filmes na internet (com legenda e tudo, ou mesmo dublados) é muito mais fácil do que parece. Se você não tem dinheiro para comprar filmes, acha caro e chato sair para alugar um filme, seus problemas acabaram: ao fim deste artigo você estará qualificado para ser capaz de baixar e assistir qualquer filme (inclusive ainda não lançados aqui no Brasil) sem levantar da sua confortável cadeira de computador.

P2P

Disponibilizar um filme na internet é crime, violação de direitos autorais. Então se você quisesse baixar algum filme que não está disponível sob uma licença livre, você não encontraria o filme que quer baixar simplesmente procurando no Google por “Baixar filme do Harry Potter” ou “Baixar Shrek 3″. Ao invés de procurar na internet convencional, você teria que aprender a se conectar a outras pessoas. Isso é feito através de P2P, peer-to-peer, e existem vários programas neste ramo: Napster (um dos primeiros – acho que o programa não existe mais, mas a rede OpenNap ainda existe), Kazaa (bastante popular, sua rede FastTrack tem um bom conteúdo), Gnutella (rede livre – GNU – onde funcionam vários programas: Limewire, Frostwire, gtk-gnutella, entre vários outros), OpenFT, Ares, etc, etc, etc

Depois de usar durante bastante tempo o giFT, que já foi capaz de se conectar ao mesmo tempo nestas cinco redes (OpenNap, FastTrack, Gnutella, OpenFT e Ares), descobri um novo protocolo, novo e bem mais eficaz: o Bittorrent.

Bittorrent

Segundo a Wikipedia, BitTorrent é um protocolo que permite às utilizadoras e aos utilizadores fazerem download de arquivos indexados em websites. Essa rede introduziu o conceito “partilhe o que já descarregou” maximizando muito o desempenho e possibilitando downloads rápidos e imediatos. Foi criado por Bram Cohen em 2003 e tem sido o alvo nº1 de empresas que lutam em defesa da propriedade intelectual, devido a alegações de violação de copyright de alguns arquivos transmitidos pela rede.

O Bittorrent é provavelmente o mais inteligente dos partilhadores de arquivo da internet. Ele fragmenta os arquivos em pequenos pedaços e você ao mesmo tempo baixa e compartilha o seu arquivo (chamado torrent, com extensão .torrent).

Existem diversos clientes de Bittorrent, entre quais posso recomendar os três que eu já usei: Bittorrent (o original, de Bram Cohen), Azureus (provavelmente o mais pop. Multiplataforma, feito em Java, muitos sites partem do princípio de que você usa ele para distribuir seu torrent) e Deluge (parecido com o Azureus, mas em GTK)

Para baixar seu filme, você deve baixar um destes clientes (programas que abrem os arquivos .torrent).

Encontrando o filme e escolhendo a versão

Existe uma porção de sites que arquivam os .torrent disponibilizados internet a fora. Eu costumo usar o Mininova, mas ao fim deste artigo você encontra outros links interessantes.

Entre no Mininova e procure por “harry potter and the order of the phoenix” em filmes (movies). Sua busca retornou 74 resultados.

Como escolher qual baixar? Seeders são pessoas que estão compartilhando o arquivo, leechers são os que estão baixando. O mais importante é baixar um que tenha bastante seeders, para que seu download não falhe (não acabe de baixar) por falta de partilhadores. Em segundo lugar, veja que existem vários formatos diferentes de vídeo e tamanhos. Você pode optar por um vídeo que caiba num CD, por exemplo (700mb).

Escolhido seu torrent, clique nele, faça download do .torrent e abra com o seu cliente que você baixou no passo anterior. Em algumas horas, dias, meses, anos ou décadas (dependendo da velocidade da sua conexão e do número de seeders e de leechers) o seu filme estará baixado.

Também é bastante fácil baixar livros, seriados americanos, softwares e outros materiais ilegais em redes de torrent.

Encontrando e baixando a legenda

Existem vários sites para baixar legendas (subtitles) dos vídeos que você baixa na internet. Um deles é o Opensubtitles e outro é o Legendas.TV (em geral, é o que eu uso). Crie uma conta lá e procure pelo filme que você quer.

Procure pela mesma versão que você baixou o filme (o nome completo, exemplo nome-Xvid-aXXo-mavericK…), porque aí não há risco da legenda ficar mal sincronizada. Se não achar, não se preocupe: o player pode ressincronizar a legenda.

Usando o MPLAYER para assistir o vídeo

% mplayer [ARQUIVO DO FILME]

» Legenda

Para adicionar a legenda ao seu filme basta usar a opção -sub [ARQUIVO DA LEGENDA] ao comando do mplayer:

% mplayer -sub [ARQUIVO DA LEGENDA] [ARQUIVO DO FILME]

O mplayer é um programa muito mais versátil do que parece. É possível mudar a fonte, a cor e a posição da legenda, ente muitas outras coisas. A maioria dessas opções de legenda são alteradas usando o ASS. Eu costumo assistir os filmes com uma legenda grande amarela embaixo da área do filme widescreen (na faixa preta, porque a leitura torna-se mais fácil):

% mplayer -ass -ass-color FFFF0000 -ass-font-scale 1.2 \
-ass-force-style FontName=Arial,Default.Bold=1 -ass-use-margins \
-ass-bottom-margin 80 -sub [ARQUIVO DA LEGENDA] \

[ARQUIVO DO FILME]

Se a legenda estiver fora do tempo do filme, use as teclas x e z dentro do mplayer para alterar o delay.

» Tela cheia

Adicionando -fs -zoom ao comando mplayer você executa o vídeo em tela cheia:

% mplayer -fs -zoom [ARQUIVO DO FILME]

» Meu comando completo

% mplayer -fs -zoom -ass -ass-color FFFF0000 -ass-font-scale 1.2 \
-ass-force-style FontName=Arial,Default.Bold=1 -ass-use-margins \
-ass-bottom-margin 80 -sub [ARQUIVO DA LEGENDA] \

[ARQUIVO DO FILME]

Dicas para uma melhor sessão de cinema

  • Tem um amplificador ou um aparelho de som? Compre adaptadores pra ligar a saída da sua placa de vídeo neles. São baratos e o som fica muito melhor.
  • Se você tiver um laptop ou um computador com uma placa de vídeo que tenha saída S-VIDEO, ligue o computador na TV. A imagem fica ótima e você se sente assistindo a um DVD de verdade.

Links úteis relacionados

  • Cinecombo (site brasileiro com vários torrents para legenda e um sistema de pedidos de filmes)
  • Bittorrent.com (site do cliente oficial e também busca torrents)
  • Mininova (indexador de torrents)
  • TorrentSpy (outro bom indexador e buscador de torrents)
  • Legendas.tv (baixe legendas em português do Brasil)
  • Mplayer (player de vídeo para Linux)

Importante! Não seja um fora-da-lei.

Não use o que eu escrevi neste artigo para baixar ilegalmente filmes, livros e outros conteúdos protegidos por copyright.

Gerando tabelas de hash MD5

Friday, April 11th, 2008

A idéia veio do nada. Na verdade, eu estava fazendo um freelance e procurando uma função pra “ordenar” um vetor aleatoriamente no PHP (no fim usei usort, que recebe uma função de comparação tipo o qsort do C) e me deparei com um comentário lá no PHP.net de um cara que usou geração de números aleatórios para criar um algoritmo de criptografia pra usar no lugar de MD5 e SHA, porque ele não confiava mais no MD5 e no SHA porque segundo ele existem tabelas na internet, o que torna um sistema muito vulnerável (para quem tem acesso ao banco de dados).

Procurei na internet e na verdade eu não encontrei muitos bancos de dados com vários MD5 não, ao menos não visíveis no Google quando se procura por um hash. Só pra strings como “1234″, mas não achei nem pra “060790″ (minha data de nascimento). Veja você mesmo: 81811b48cc07432fc550cb42d4ab3e8f

Então pensei: são 31 dias por mês, 12 meses por ano, 100 anos considerando que os anos são representados por dois dígitos. Isso me dá 31 x 12 x 100 = apenas 37200 hashes. O custo pra gerar isso deve ser minúsculo, por que ninguém faz?

A idéia de fazer com essas datas de nascimento veio do fato de vários usuários leigos que conheço utilizarem data de nascimento pra suas senhas (muito também pelo fato de eles usarem essa mesma senha nas senhas de seis dígitos numéricos do banco e esse tipo de coisa). Então lá fui eu pro código. A princípio escrevi em cerca de 30 segundos – 1 minuto o seguinte código em Ruby:

require "md5"
 
100.times do |ano|
        12.times do |j|
                mes = j+1

                31.times do |i|
                        dia = i+1
                        string = sprintf("%02d%02d%02d", dia, mes, ano)

                        md5 = MD5.new(string).to_s
                        puts "#{string}: #{md5}"
                end

        end
end

É funcional e até eficiente…

tiago@flick ~ $ time ruby genmd5.rb > hashes-ruby

real    0m1.662s
user    0m0.620s
sys     0m0.028s

Mas minha geekialidade não permitiu que eu parasse por aqui. Nesse momento eu já nem me lembrava do freelance que estava fazendo e resolvi ver como usar MD5 em C. Meu primeiro chute foi um man md5 no terminal, que já me retornou a resposta da vida, do universo e tudo mais: o cabeçalho openssl/md5.h e sua função MD5:

unsigned char *MD5(const unsigned char *d, unsigned long n,
                 unsigned char *md);

Então lá fui eu pro programa:

#include <stdio.h>
#include <openssl/md5.h>
 
int main() {

        int dia, mes, ano;
        unsigned char string[STRING_LENGTH], md[MD5_DIGEST_LENGTH];
        for (ano = 0; ano < 100; ano++) {

                for (mes = 0; mes < 12; mes++) {
                        for (dia = 0; dia < 31; dia++) {

                                sprintf(string, "%02d%02d%02d", dia+1, mes+1, ano);
                                printf("%s\n", MD5(string, sizeof(string), md));
                        }

                }
        }
        return 0;
}

Ao rodar, recebi saídas com caracteres estranhos e nenhum resultado visível. Corri pro Google. Procurei, procurei, e NINGUÉM usa essa maldita função MD5 do C num programa simples e não há exemplos nem howto de como utilizá-la. Depois de uns 30 minutos quebrando a cabeça (pra mais), percebi que alguns códigos que usavam isso na internet usavam %x (é o código pro printf imprimir inteiros hexadecimais) para imprimir caracteres do MD5 na tela. Aí encontrei algo assim:

printf("%x%x...%x%x", md[0], md[1], ..., md[14], md[15]);

(e pior que estou falando sério… tem gente na internet que não conhece for!)

E caiu a ficha. O MD5 tem 16 inteiros hexadecimais de um byte, 32 caracteres. Escrever o código abaixo me tomou bastante tempo, mas uma aprendizagem interessante e um ânimo pra voltar pro meu freelance:

#include <stdio.h>
#include <openssl/md5.h>
 
#define STRING_LENGTH 6
 
int main() {

        int dia, ano, mes;
        int i;
        unsigned char md[MD5_DIGEST_LENGTH], string[STRING_LENGTH];

 
        for (ano = 0; ano < 100; ano++) {
                for (mes = 0; mes < 12; mes++) {

                        for (dia = 0; dia < 31; dia++) {
                                sprintf(string, "%02d%02d%02d", dia+1, mes+1, ano);
                                MD5(string, sizeof(string), md);
                                printf("%s: ", string);
                                for (i = 0; i < 16; i++) {

                                        printf("%02x", md[i]); /* Note isso aqui! */
                                }
                                printf("\n");
                        }

                }
        }
        return 0;
}

O “Note isso aqui!” ainda foi uma sacanagem incrível, o código que eu disse do cara que imprimia %x%x%x… não funciona na prática, porque quando um dos dígitos é 0X, ele só imprime X.

Enfim compilei meu código com -lssl (importante para C-zeiros de primeira viagem) e voi lá:

tiago@flick ~ $ time ./md5 > hashes-c

real    0m0.397s
user    0m0.136s
sys     0m0.028s

Confesso que é coisa de nerd mesmo querer otimizar um código que só serve pra gerar um arquivo de hashes e já o fez, mas no momento em que terminei esse teste, pensei: preciso postar isso no blog pra documentar o uso da função MD5 no C, antes que mais alguém perca o tempo que eu perdi.

Pra quem se pergunta se eu realmente fiz tudo certo:

tiago@flick ~ $ diff senhas-c senhas-ruby
tiago@flick ~ $ 

(ie. ou eu errei nos dois ou eu não errei em nenhum)

Útil, não? Não. Na verdade isso não serve pra absolutamente nada, a não ser que você roube o banco de dados de alguém e esse alguém usa como senha a data de nascimento da sua mãe. Mas aí ele merece mesmo que você pegue sua senha, então isso não muda nada.

Dá pra adaptar o código pra gerar outras tabelas, mas por favor não use isso pra nada maligno, e falo sério. Meus fins foram absolutamente educacionais/acadêmicos (eu queria aprender a trabalhar com a função MD5 da biblioteca OpenSSL, não dominar o mundo) e estou postando aqui para ajudar os que também vão querer usar essa função.

Comentários de crackers serão ignorados.

Programa Avançado de Matemática

Thursday, April 10th, 2008

Dica: O Programa Avançado de Matemática é um honors course de Cálculo e Álgebra Linear, com 15-20 vagas por ano, aberto a todos os alunos das áreas de ciências exatas da UFSC. Os alunos do PAM são hoje avidamente disputados por diversos grupos de pesquisa das engenharias e da matemática para trabalharem junto a laboratórios ou projetos de pesquisa.

Se tiver interesse em participar, entre em contato com o professor Mário César Zambaldi, do Depto. de Matemática.

Acredite: é provavelmente a coisa mais legal que você pode fazer ao entrar no Bacharelado em Ciência da Computação da UFSC.