Tiago Madeira Inferências aleatórias de um cérebro em versão alpha

"Só se dedicará a um assunto com toda a seriedade alguém que esteja envolvido de modo imediato e que se ocupe dele com amor. É sempre de tais pessoas, e não dos assalariados, que vêm as grandes descobertas."
(Arthur Schopenhauer)

Arquivo do mês: July, 2007

25/07/2007

Mais de 1001 gatos

Depois de mais de um mês de troca de idéias loucas e geniais, o blog mais discordiano do núcleo da maçã dourada foi criativamente atualizado com novo tema, novas idéias e novos escritores.

O sábio Rev. Ibrahim Cesar convidou diversos seres estranhos (entre eles santos de primeira classe e FNORDs) para participar da reformulada cabala, que desde ontem está na sua versão 2.0 com criatividade a 1001 e idéias que só o Tempo poderá dizer se darão certo.*

Entre seus personagens que postam artigos e comentários estão, além de eu, o renomado filósofo Arthur Schopenhauer, o extraterrestre Qfwfq Bing, a minha lindíssima namorada Carol Peters (e ela é um avatar de Éris) e a popular Mariana, que começou sua estadia no blog caótico deixando bem claro o seu objetivo: evangelizar estes malditos discordianos. Ouvi falar também que o velho general Napoleão Bonaparte deixou um comentário por lá...

Linda imagem

O 1001 Gatos de Schrödinger leva o seu lema mais a sério que nunca: "A mídia tradicional envia mensagens. Blogs iniciam conversações." Através de tantos personagens (ainda há muitas surpresas por aí) e de tantos posts e visitantes cada vez mais freqüentes queremos incentivar a discussão de idéias e criar um blog que todos gostem de visitar e participar. Projetos para facilitar este objetivo já estão em estudo nas entranhas da glândula pineal e devem ser lançados a qualquer momento.

Por este e outros motivos, o 1001 Gatos de Schrödinger é um exemplo de blog inovador, inteligente e humorístico que vale a pena você visitar e assinar o feed. Não perca tempo: 1001gatos.org

* Já pedi para a Rainha de Copas entrar em contato com ele.

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21/07/2007

Posts voadores no céu blogosférico

A frase do topo do meu blog é de Schopenhauer, e diz:

"Só se dedicará a um assunto com toda a seriedade alguém que esteja envolvido de modo imediato e que se ocupe dele com amor. É sempre de tais pessoas, e não dos assalariados, que vêm as grandes descobertas."

A era D.G. (depois do Google) da internet está se caracterizando pela monetização de todos os espaços possíveis da internet, mas principalmente dos blogs. Aqueles "diários virtuais" que outrora não tinham utilidade alguma hoje ganham espaço no mundo capitalista e são responsáveis pela criação de uma noiva profissão: blogueiro (ou problogger pros mais malas)

O que está acontecendo com a internet é ótimo. Geração de empregos, troca de idéias, tudo dentro de um sistema onde ninguém sai perdendo nada: o usuário ganha informação, o anunciante ganha cliques, o Google ganha rios de dinheiro (alguém se importa?) e os blogueiros alguns trocados (uhull!).

Reclamar de falta de espaço na internet ou dos probloggers malignos, como já satirizou o Cardoso, é ridículo. Não falta espaço pra ninguém nessa gigantesca internet em crescimento e não há roubo de leitores (porque não há monopólio), mas descentralização de informação e de cultura.

O que me espanta nesse novo mundo é que às vezes sem querer nos tornamos prostitutos do mundo dos blogs. Isso não é mal, mas me faz pensar algo completamente inútil: mas afinal pra que estão usando a nossa tão querida internet?

Ora, pra mim é decepcionante perceber que tudo o que o povo procura é sexo e violência. A internet parece um refúgio de psicóticos, e isso é engraçado porque faz com que qualquer pessoa consiga se tornar um milionário, até babacas que criam blogs com textos prontos de outros lugares e gente que não sabe escrever.

Às vezes eu me torno esse prostituto.

Paraquedista

Meus posts que mais me dão visitas e dinheiro são, em ordem:

É muito trash. Eu me esforço escrevendo manuais para usuários de Linux, sugerindo programas, resolvendo problemas de gente que tem winprinters, webcams problemáticas ou usa 64 bits, programando e escrevendo artigos sobre algoritmos, pensando, discutindo, filosofando... e meus posts que mais me valem (fama e dinheiro) são os idiotas em que falo de coisas absurdamente toscas. E é triste pensar que quem se dá bem é quem fala de mulher pelada e de acidentes trágicos!

Acho que é super legal divertir paraquedistas quando realmente há informação sobre o assunto procurado, mas um blog não pode ser só isso. O blog acima de tudo difere-se de um Jornal Nacional por não ser um espetáculo de horrores, por haver opinião e cultura. Há uma porção de gente que fala mal do Cardoso, citando-o como um idiota que ganha dinheiro sem fazer nada e eu discordo totalmente. Ele me parece uma pessoa muito culta que sempre me ensina alguma coisa e que escreve com um humor incrível (me faz rir na frente do computador), por mais que sua opinião seja ultra-polêmica e mesmo que às vezes eu não concorde com ele.

Um blog que me chamou a atenção ultimamente foi o Notebooks Blog. É que hoje em dia surgem tantos blogs apenas preocupados em ganhar dinheiro que quando surge algo diferente chega a ser estranho. Li a resenha do Bruno Alves e achei o máximo o cara escrever um blog útil sobre um assunto que com certeza lhe trará dinheiro (muita gente procura por notebooks, por incrível que pareça), mas sem prostituição alguma.

É importante que os indivíduos que abrem blogs hoje em dia não pensem somente em ganhar dinheiro, até porque não é fácil fazer isso tão rápido. Façam isso com amor, falem sobre o que vocês gostam e exponham suas opiniões; não escrevam algo buscando apenas leitores com QI < 50... Escrevam para paraquedistas, mas não somente para eles. Ou tentem juntar as duas coisas, como eu tentei fazer neste post. Mais importante do que escrever lixo é escrever coisa pra gente grande ler, pra você conseguir leitores de verdade. Esses leitores (que são em sua maioria outros blogueiros, porque todo blogueiro é um leitor de blogs) podem fazer você subir muito mais (pagerank, fama, dinheiro no adsense, etc) do que seu esforço de postar 500 posts idiotas.

Por causa dessa insatisfação com uma blogosfera que não pensa mais nos seus leitores fiz uma espécie de greve (que ninguém ligou, é claro, porque sou só mais um blog na sua lista imensa de feeds): não publiquei nada sobre o acidente da Tam, nem sobre a morte do ACM. Ao invés disto, estou viajando no país das maravilhas no Mal Vicioso, que tende a estar cada vez melhor cuidado por eu estar atualizando ele com amor.

Penso a mesma coisa sobre este blog. É claro que uma prostituição ou outra não faz mal a ninguém, mas um post sobre o mpd, embora não me traga dinheiro algum, pode fazer (e eu espero que faça) algum usuário de Linux mais feliz.

Este post (que estou publicando ao fim deste parágrafo) não me trará dinheiro algum e talvez até traga meia dúzia de comentários, mas pra mim o importante aqui é expôr minha opinião sobre essa febre por dinheiro fácil e atração de paraquedistas, e espero realmente que os leitores disso aqui (os leitores de verdade) sintam-se felizes por alguém na sua lista de feeds falar pra eles e não pra gente que só serve pra cair do Google no seu site e clicar nos seus anúncios.

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20/07/2007

Dica: Music Player Daemon

Warning! Este post parte do princípio de que você usa Linux no seu desktop. Se este não é o caso, não espere entender alguma coisa.

Uso Linux há quatro anos. Já passei pelo xmms, pelo amaroK, pelo sox (comando play) sem playlist alguma, por programas de console que eu mesmo fiz e que usam mpg123, mas no momento estou super feliz com um tocador fantástico de música: o Music Player Daemon, ou MPD para os íntimos.

Eu tenho uma biblioteca de quase 30gb de música no meu laptop. São muitos autores, álbuns e músicas, mas que estão perfeitamente ordenadas pelas tags de MP3 (méritos ao meu irmão músico).

O xmms não é o que eu quero. O amaroK é semelhante ao iTunes for Windows, bastante próximo do meu objetivo, mas tanto ele como o iTunes são muito pesados (não são realmente muuuito pesados pro meu Turion 64 com 1.5 gb RAM, mas eu gosto de programas leves). O MPD surgiu como a solução de todos os meus problemas.

Music Player Daemon

Trata-se de um programa levíssimo (menos de 1mb) que fica rodando em background no seu sistema o tempo todo (funcionando como um daemon) e que pode ser controlado a partir de diversos frontends. Você se pergunta: o que eu ganho com isso?

Versatilidade, IMHO, é um dos pontos mais fortes do Linux e do software livre em geral. Este programa me permite escutar músicas usando praticamente qualquer programa em qualquer ambiente: quando estou ligado na bateria do laptop, abro o modo texto e uso o MPC; quando quero uma interface leve, linda e intuitiva uso o GMPC ou se não gostar deles ou quiser controlar remotamente minhas músicas, via HTTP, ainda tenho várias outras opções.

Usa Linux e algum outro organizador de músicas? Pare de ler agora mesmo e rode um apt-get install mpd, emerge mpd, slackpkg install mpd ou baixe no site de uma vez e compile seu MPD. Você não se arrependerá. :)

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