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Archive for February, 2007

O que vou ser quando crescer?

Friday, February 23rd, 2007

Estou no terceiro ano do Ensino Médio. Isso… aquele ano em que todos os professores na escola querem lhe preparar para o vestibular.

Confesso que o vestibular não é a coisa mais importante que tenho em mente e que há coisas que vocês diriam que tem bem menos importância que vem na frente na minha lista. Mas é melhor não confessar isso. Porque preocuparia minha mãe, minha namorada, minha família, meus professores, todo mundo, que talvez seja mais sábio do que eu por acreditar no futuro que todos acreditam… então é melhor deixar pra lá.

Deixando isso pra lá, vou partir do seguinte ponto: eu vou fazer vestibular no fim do ano. Eu quero passar. Sei lá se passarei! Isso não é problema meu, é da banca que vai corrigir a minha prova e não tô nem aí pra eles. Eu vejo as pessoas nervosas pra isso e não vejo muito sentido. Eu não passo de um número, se eu não passar ninguém vai morrer, o mundo não vai mudar e pode ser até melhor pra eu crescer mais antes de entrar.

Entrar numa universidade é legal, não só pelo aprendizado mas pela experiência de vida.

Creio que a visão de que faculdade é necessária pra um homem pensar é ilógica, conservadora e capitalista. Talvez admitam que não é pra pensar, é necessária pra ganhar dinheiro. Eu não creio que hoje em dia essa lógica seja tão verdadeira não. Mas entrar numa universidade, embora não seja necessária para nenhuma delas, pode ajudar nas duas coisas (pensar e ganhar dinheiro). Por isso, de qualquer maneira, eu quero entrar numa universidade. Eu gosto do ambiente, gosto de ter professores que podem me ajudar a pensar e creio que lá poderei me desenvolver melhor.

Então eu estava pensando em começar a carreira estudando computação. Porque:

  1. Eu gosto disso
  2. Eu sou muito bom nisso
  3. Isso dá dinheiro

Quero fazer ciência da computação desde que aprendi o que é uma faculdade, e isso foi antes da terceira série, aos 9 anos, antes de quando eu fiz o meu primeiro site. Aí minha idéia atual é fazer Ciência da Computação na UNICAMP e talvez tentar transformá-la no meio do ano em Computer Science no MIT. A idéia de fazer na USP também está me gustando bastante. Não sei se é possível fazer vestibular na USP e na UNICAMP. Alguém sabe me responder?

Depois eu penso em fazer filosofia e/ou psicologia, também na UNICAMP ou na USP. Não tem nada a ver com a minha área – não é o que eu quero fazer pra ganhar dinheiro. Isso é ruim?

Mas vou retomar o segundo parágrafo, porque não vou agüentar passar esse texto sem escrever sobre aquilo.

É que você sabe o que é engraçado? Nós queremos mudar o mundo, mas queremos ficar ricos. Quando você me pergunta sobre o meu futuro, eu digo que eu viverei sem problemas financeiros com a Carol e meus filhos, todos seremos felizes… Eu trabalhando em casa (ou em viagens), programando, pensando, escrevendo. Quando você me pergunta sobre o futuro do mundo, eu digo que vai acabar em 50 anos se continuar do jeito que está. O planeta está numa situação alarmante, mas mesmo assim nós continuamos com as nossas atividades normais.

Somos tão egoístas… A minha pergunta é o que vou fazer quando crescer e não o que o mundo vai ser quando eu crescer. E, se sou uma pessoa solidária, que valorizo inclusive os pensamentos daquele filósofo que a maioria da população chama de Deus (um tal de Jesus), não deveria pensar assim.

E é por causa dessa falta de egoísmo que me vem às vezes que eu não me preocupo com a minha faculdade. E aí quem me conhece se preocupa comigo. O mundo não é tão pequeno assim, gente. Eu hoje estou com uma dificuldade gigantesca em ver o mundo dos meus olhos. Talvez eu precise de terapia. Talvez o resto do mundo é que precise. Pra acabar com essa contradição, com essa hipocrisia e com esse egoísmo sem sentido.

No momento não consigo ser epicurista. O que eu quero ver é um mundo melhor. Para todos. Eu não passo de um no meio de seis bilhões. Isso não significa que eu queira ser um mártir; eu quero ser como todos os outros 1/6.000.000.000 (vejam como esse número é grande!) Ou pelo menos um mundo, mesmo que não seja perfeito, mas que exista. Um mundo que não acabe em menos de 100 anos. Talvez eu devesse me mudar para a Venezuela e servir para o presidente Hugo Chávez. Por mais incrível que possa parecer, eu me sentiria bem. Não, não sou socialista. Eu não gosto do socialismo, mas acho melhor que deixar o mundo acabar na mão dos imperialistas ianques.

Eu lutaria contra os Estados Unidos (acho que minha ajuda poderia ser mais útil na inteligência do que no mano-a-mano, mas anyway…). Me sentiria ridículo por estar colocando gravata para mudar o mundo dos engravatados (John Lennon, aprendi com o Reverendo), mas estaria mudando o mundo. Ou será que não devo me preocupar com nada disso, deva me focar só no meu vestibular, viver no meu pequeno mundo, pra fazer minha faculdade de computação e ganhar dinheiro ou mudar o mundo só a base de construção de softwares?

Não que a construção de softwares não possa mudar o mundo. Eu quero mudar o mundo com programas. Os programas são bem menos falhos que homens. Tem gente que me acha imbecil por ser totalmente a favor da substituição de mão-de-obra compulsória por máquinas. Se seu trabalho pode ser feito por máquinas, que seja feito por elas. Elas fazem melhor que você.

Quando o meu professor de física passou uma tarefa pedindo para converter graus de celsius para kelvin, farenheit, etc, etc, etc, eu não fiz. Pelo amor de Google, isso é trabalho pra máquina. Já trabalho pra homem deve ser aquele trabalho criativo, que a inteligência artificial ainda está longe de fazer, porque ainda nós (enquanto homens) não conseguimos criar coisas como cérebros humanos.

De qualquer maneira, é o meu vestibular que vai mudar o mundo? Será que eu devo mesmo me preocupar em passar? Eu já disse que gosto da universidade e de seu ambiente e que quero estudar, mas eu deveria me preocupar da maneira que as pessoas inteligentes se preocupam? O meu futuro é tão importante assim pra vocês, pro mundo? E se for, é por causa da sua graduação? Acho que não.

Aí no meio de tudo isso, mergulhado nesses pensamentos sobre o meu futuro e o futuro do mundo, chegou a professora ao meu lado e me perguntou hoje na aula: você já sabe que curso você vai fazer?

Eu sei lá o que eu quero. Eu, eu, eu, eu, eu… Nem sei quem eu sou, como eu vou saber quem eu quero ser? Desisto. Eu respondi a professora, com a cara mais normal que consegui representar: “Ciência da Computação na UNICAMP”. Na minha cabeça, eu concluí: “E enquanto isso, um monte de gente perde o futuro, os ianques continuam com seus genocídios e o nosso mundo chega mais perto do seu fim.” Mas isso com certeza não é nem um pouco importante perto da minha graduação.

[BL]almas humanas, armas de destruição em massa, computadores, material escolar[/BL]

[tags]pessoais, mundo, capitalismo[/tags]

Jogos Pan-americanos Rio 2007

Tuesday, February 20th, 2007

Pan pan pan pan pan pan pan…
Pan pan pan pan pan pan pan pan pan.
Pan pan pan pan pan?
Pan pan pan pan pan pan pan!

(música do Globo Esporte)

Jogos Pan-americanos

Minha interpretação dos ares do leste que vêm vindo me indica que os jogos panamericanos que irão acontecer no Rio de Janeiro neste ano de 2007 poderão gerar uma grande quantidade de paraquedistas.

Estou decidido a ver se a minha interpretação está certa.

Mas, peraí… Você sabe o que são os jogos pan-americanos? Não? O site do pan, muito bonito por sinal, explica:

Os Jogos Pan-americanos são uma versão continental dos Jogos Olímpicos, incluindo esportes do Programa Olímpico e outros não disputados em Olimpíadas. Realizados de quatro em quatro anos, sempre um ano antes dos Jogos Olímpicos, tiveram sua primeira edição em 1951, em Buenos Aires, capital da Argentina. Porém sua origem remete a 1932, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Inspirados pela realização, seis anos antes, dos primeiros Jogos Centro-americanos, representantes de países latino-americanos no Comitê Olímpico Internacional (COI) propuseram a criação de uma competição que reunisse todos os países das Américas, com o intuito de fortalecer o esporte na região.

A idéia deu origem ao primeiro Congresso Esportivo Pan-americano, realizado em Buenos Aires, em 1940. A princípio, o Congresso definiu que os Jogos inaugurais seriam disputados em 1942, na própria capital argentina – planos adiados pela Segunda Guerra Mundial.
Ao fim do conflito, um segundo Congresso Esportivo Pan-americano, em Londres, durante os Jogos Olímpicos de 1948, confirmou Buenos Aires como sede da primeira edição dos Jogos Pan-americanos, marcados, enfim, para 1951.

A competição foi aberta no dia 25 de fevereiro e reuniu 2.513 atletas de 21 países, com 18 esportes em disputa.

Ao longo de mais de 50 anos, os Jogos Pan-americanos jamais deixaram de ser disputados e passaram por cidades de todos os cantos do continente.

Desde o extremo Norte, como Winnipeg (Canadá), sede de duas edições do evento, 1967 e 1999; até o Sul, como Mar Del Plata (Argentina), que recebeu os Jogos de 1995. No meio desse caminho, os Jogos Pan-americanos também visitaram a Cidade do México (México), Chicago (Estados Unidos), Cáli (Colômbia), San Juan (Porto Rico), Caracas (Venezuela), Indianápolis (Estados Unidos), Havana (Cuba), Santo Domingo (República Dominicana).
Além disso, já passaram também pelo Brasil. Em 1963, São Paulo recebeu a quarta edição do evento. Os Jogos foram um sucesso, mobilizando a cidade a ponto de reunir cerca de 40 mil pessoas na Cerimônia de Abertura, realizada no Estádio do Pacaembu.

E a cada edição, os Jogos Pan-americanos foram crescendo de tamanho e importância. Em menos de meio século, o evento dobrou em número de países, atletas e modalidades, até tornar-se uma das principais competições do calendário esportivo mundial.

Lá no site deles, você também pode ver a programação completa dos jogos panamericanos, as modalidades praticadas (esportes), os locais onde o pan acontecerá… Vale a pena entrar!

Bom… Se tudo correr bem, eu pretendo fazer uma cobertura (não completa, mas uma tentativa) dos jogos panmericanos desse ano. Aguardem!

[BL]ingressos para os jogos panamericanos, bicicleta de corrida, bola de futebol, tênis nike[/BL]

[tags]esporte, américa, jogos, rio de janeiro, 2007, brasil, jogos panamericanos[/tags]

Onde anda Godot?

Tuesday, February 20th, 2007

Três malacos acabaram de me inspirar para mais um post. Se minha cidade continuar do jeito que está, esse ano vocês verão vários posts sobre assaltos. A nova moda é roubar coisas do Tiago. Esses últimos foram mal-sucedidos… Eles achavam que eu tinha um celular decente, mas o cara deve ter se decepcionado com o que eu dei pra ele e jogou no chão. Aí ele falou algo que eu não lembro no momento, mas foi tipo: “Dessa vez passa, playboy!”

Onde anda o seu Godot nessas horas? Ah… Não vou postar duas vezes. Daqui a pouco eu explico melhor essa história do assalto lá no Mal Vicioso.

Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado, desprezar quem lhe quer bem
Não vê que Deus fica até zangado vendo alguém
Abandonado pelo amor de Deus

Ao Nosso Senhor
Pergunte se Ele produziu nas trevas o esplendor
Se tudo foi criado – o macho, a fêmea, o bicho, a flor
Criado para adorar o Criador

E se o Criador
Inventou a criatura por favor
Se do barro fez alguém com tanto amor
Para amar Nosso Senhor

Não, Nosso Senhor
Não há de ter lançado em movimento terra e céu
Estrelas percorrendo o firmamento em carrossel
Pra circular em torno ao Criador

Ou será que Deus
Que criou nosso desejo é tão cruel
Mostra os vales onde jorra o leite e o mel
E esses vales são de Deus

Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado, desprezar quem lhe quer bem
Não vê que Deus até fica zangado vendo alguém
Abandonado pelo amor de Deus

[BL]deus, celular, bicicleta, segurança[/BL]

[tags]crime, assalto, roubo, celular, malaco, bicicleta, deus, religião, godot[/tags]

Palavras

Friday, February 16th, 2007

As pessoas tendem a colocar palavras onde faltam idéias.

(Goethe)

[BL]boas idéias, livros de filosofia, citações de goethe[/BL]

[tags]recursivo, inútil, pessoal, filosofia, goethe, palavras, citação, idéias[/tags]

Vamos botar a mão na massa?

Monday, February 12th, 2007

Bandeira do Brasil

Tem muita gente receosa com essa história de mudar o mundo criando um partido político: o PBlog. A idéia começou como uma brincadeira; foi se desenvolvendo e o Reverendo, sem mais demora, criou uma wiki e um grupo para o projeto.

Os pessimistas estão se preocupando com o lance dar errado e não conseguirmos fazer nada. É porque tem que conseguir as assinaturas, preparar a papelada, etc, etc. Mas sinceramente, que dê errado! Qual o problema? Pelo menos vou poder dizer que tentei mudar o mundo. Existe tanta gente criticando, mas essa é uma oportunidade única: uma chance de protestar contra a política ridícula do Brasil com uma manifestação pacífica e bem humorada que ainda ensinará a várias pessoas no mundo o que são blogs. Então, convoco-os… Blogueiros de todo mundo: uni-vos. Como disse John Lennon:

Para mudar o mundo dos engravatados devemos vestir as gravatas.

Come on, don’t be shy! Entre no grupo, na wiki, participe, se orgulhe por pelo menos tentar mudar alguma coisa.

[BL]políticos corruptos, partidos políticos, deputados federais, senadores, blogs[/BL]

[tags]blog, blogueiros, blogosfera, pblog, partido, brasil, política, sociedade[/tags]